Nutrição e Tiroidite de Hashimoto

Tiroidite de Hashimoto (TH) é uma doença auto-imune da tiróide, tem uma incidência crescente no mundo e está afetando predominantemente as mulheres.

Também conhecida por tiroidite crónica ou de Hashimoto, sendo uma doença autoimune, o sistema imunitário que nos devia proteger, vira-se contra nós próprios e ataca a tiróide.

A tiróide é uma pequena glândula situada na base do pescoço, que produz hormonas que coordenam muitas das nossas funções corporais, como a temperatura do corpo ou a velocidade a que queimamos as calorias.

TIROIDITE, SIGNIFICA “INFLAMAÇÃO” DA GLÂNDULA TIRÓIDE,
QUE QUANDO CRÓNICA, SIGNIFICA DE LONGA DURAÇÃO.
NO INÍCIO DO SÉCULO XX UM MÉDICO JAPONÊS, DE NOME HAKARU HASHIMOTO, IDENTIFICOU ESTA DOENÇA QUE RECEBEU O SEU NOME: TIROIDITE DE HASHIMOTO.

A tiroidite crónica ou de Hashimoto também pode ser chamada de tiroidite linfocítica ou de tiroidite autoimune.

Ainda são desconhecidas as razões pelas quais o sistema imunológico resolve atacar a tiróide, provocando gradualmente a sua destruição. O resultado desta agressão continuada conduz, na maioria das vezes, à insuficiente produção de hormonas tiroideias por parte da glândula tiróide, despoletando uma situação de hipotiroidismo.

A tiroidite de Hashimoto é a principal causa de hipotiroidismo em Portugal.

Numa fase inicial da doença a pessoa pode não apresentar sintomas ou pode surgir um inchaço na zona frontal da garganta (bócio). Como, na maioria dos casos, a evolução da doença conduz a hipotiroidismo, os sinais e sintomas que mais tarde aparecem são os associados a esta disfunção da tiróide.

Sinais ou sintomas:

  • cansaço, sem razão aparente
  • défice de atenção e dificuldade de memória
  • pele seca e unhas quebradiças
  • obstipação
  • ganho de peso
  • dores musculares
  • cara inchada e pálida
  • alterações do fluxo menstrual
  • depressão

Lembre-se que sem tratamento o hipotiroidismo provocado pela tiroidite de Hashimoto pode conduzir a vários problemas de saúde como: bócio; problemas cardíacos; problemas psicológicos, como a depressão e diminuição da líbido, são apenas alguns exemplos.
Existem alguns fatores de risco que aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a ter tiroidite crónica:

  • sexo feminino
  • pessoas de meia-idade
  • familiares de doentes com tiroidite autoimune
  • pessoas com outras doenças autoimunes, como a artrite reumatoide, diabetes tipo i, lúpus, etc.

O diagnóstico da tiroidite crónica ou de Hashimoto é feito com base nos sinais e sintomas que uma pessoa apresenta e nos resultados de uma análise ao sangue. Se esta apresentar níveis baixos da hormona tiroxina (T4) e níveis elevados de hormonas estimuladoras da tiroide (TSH), é provável que sofra de hipotiroidismo. Se for detetada a presença elevada de anticorpos antitiroideus, esta é a melhor evidência de tiroidite autoimune ou de Hashimoto (TH).

Várias podem ser as causas de th, entre elas temos a alta ingestão de iodo e infeções virais.

vários outros fatores ambientais também são propostos, tais como deficiência de selénio e de vitamina d. a sensibilidade a alguns alimentos, como o glúten e a incidência de intolerância à lactose já foram associadas com th por alguns estudos.

assim, o conhecimento atual sugere um papel importante da dieta no desenvolvimento ou na sintomatologia do th. uma forma de investigar os efeitos do alimento é investigar a resposta imunológica ao seu consumo, mediada por anticorpos igg para antígenos alimentares específicos em pacientes com th.

Segundo o Nutricionista e Professor Gabriel de Carvalho um estudo onde se avaliou em detalhe a resposta imunológica dos anticorpos IgG aos antígenos alimentares em casos clínicos com (TH) (foram medidos anticorpos IgG para 125 antígenos alimentares) observou-se um aumento dos níveis de IgG para 12 diferentes antígenos alimentares: leite de vaca, ovelha e de cabra, clara de ovo, fermento, trigo, milho, cevada, pistacho, ervilha, menor para ameixa e amêndoa, tanto em casos de TH como controle.
Entre as testadas no mesmo estudo, a mais interessante foi a correlação negativa com os níveis de IgG combinados com café e chá e o número de sintomas, sugerindo possível efeito benéfico do chá e do café em sintomas da doença.

OS AUTORES CONCLUÍRAM QUE GRUPOS ALIMENTARES FREQUENTEMENTE CONSUMIDOS (LÁCTEOS, OVOS E LEGUMINOSAS) INDUZEM DIFERENTES RESPOSTAS (ALTA PARA PRODUTOS LÁCTEOS E OVOS E MENOR PARA LEGUMINOSAS). LOGO, A RELAÇÃO ENTRE A FREQUÊNCIA E OS NÍVEIS DE IGG NÃO É CONCORDANTE.

IMPORTANTE, TAMBÉM, TER EM CONTA OUTROS FATORES PROPOSTOS PARA O AUMENTO DO RISCO DE DESENVOLVIMENTO DE TH, COMO A DEFICIÊNCIA DE SELÉNIO, NÍVEIS BAIXOS DE VIT D E MICROBIOTA ALTERADA.

http://adti.pt

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